Aedas no Ar #6: saiba tudo sobre Grupos de Atingidos e Atingidas e sobre o trabalho da Arquidiocese

Atualizado: há 5 dias

Publicado em 30/07/2020


Toda semana, a Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social (Aedas) produz o programa de rádio “Aedas no Ar” para divulgar informações sobre as atividades realizadas pela assessoria técnica.

Nesta edição, conversamos com Marina Oliveira, da Arquidiocese de Belo Horizonte e moradora de Brumadinho, sobre o trabalho que tem sido feito com as famílias atingidas pelo rompimento da barragem da Vale e também explicamos como vão funcionar os Grupos de Atingidos e Atingidas.

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GRUPOS DE ATINGIDOS E ATINGIDAS

Os Grupos de Atingidos e Atingidas são espaços compostos por toda e qualquer pessoa que se reconheça enquanto atingida. São formados de acordo com divisão de bairros, comunidades, proximidades ou necessidades que sejam entendidas como critérios para a formação desses grupos.

“Esses grupos representam a principal forma de participação no processo reparação dos danos”, explica Clarissa Pais, coordenadora de equipe de mobilização da Aedas na Região 2 (Betim, Igarapé, Juatuba, Mário Campos e São Joaquim de Bicas).

Nas reuniões há o compartilhamento de informações e debates sobre os direitos, sobre os danos causados pelo rompimento da barragem e as possíveis formas de reparação.

“Então é um espaço para recolhimento das demandas, sugestões e opiniões dos atingidos e atingidas. Portanto, não deixe de participar, esse será nosso canal constante de comunicação, inclusive para os compartilhamentos das informações referentes ao processo judicial, mas também de informações produzidas pela própria equipe técnica e suas pesquisas complementares”, acrescenta Clarissa.

ARQUIDIOCESE

Desde o rompimento da barragem do Vale, em janeiro do ano passado, diversas entidades têm realizado ações solidárias com as famílias afetadas pelo desastre. A equipe da Arquidiocese de Belo Horizonte tem atuado em diferentes frentes em apoio às comunidades com campanhas de doações, apoio jurídico, psicológico e espiritual. “Nós temos baseado nossa atuação em garantir a memória das 272 vítimas por um modelo predatório de mineração que colocou o lucro acima de vida”, conta Marina Oliveira, da Arquidiocese e moradora de Brumadinho.


No último dia 25, foram marcados os 18 meses do rompimento da barragem e a arquidiocese realizou atividades com as famílias em memória das vítimas. “Organizamos uma live no Facebook para valorizar esses familiares que tem transformado toda tristeza em luta. Muitos entraram para a Avabrum, movimentos sociais, fundaram institutos, outros fizeram jornadas internacionais de denúncias. Isso é importante porque a gente precisa lembrar que a Vale não pode matar a memória de quem nós amamos e por isso precisamos disputar essa batalha”, completa Marina.


A Arquidiocese está realizando o edital “Juntos por Brumadinho”. Com a aprovação do Ministério Público, o edital vai receber propostas de projetos de até R$25 mil para toda a bacia do Paraopeba nas seguintes áreas: produtiva, agricultura familiar, educacional, cultural, de garantia da memória, entre outros. Inscrições vão até o dia 21 de agosto e o edital pode ser acessado em www.renser.com.br.







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