Atingidos exigem medidas reparatórias emergenciais em documento a ser lançado nesta quarta (6)

A Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social (Aedas) realiza nesta quarta-feira (6), às 18h30, a apresentação da Matriz de Medidas Reparatórias Emergenciais, documento com propostas pontuadas por mais de 7 mil atingidos e atingidos pelo desastre da mineradora Vale em Brumadinho das regiões 01 e 02 ao longo da bacia do Rio Paraopeba. A exposição do material ocorre em uma transmissão no YouTube.


São 219 medidas emergenciais reparatórias que estão diretamente ligadas à vida das famílias que sofreram e sofrem os impactos do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, fato que completa dois anos neste mês de janeiro de 2021 ainda sem a devida reparação. Além de estar estreitamente alinhada às demandas da população e territórios atingidos, a Matriz já tem o apoio público de diversas entidades, outras ainda devem aderir.


“Não se trata da Matriz de reconhecimento de danos, que ainda está em construção, mas sim dos destaques dos danos que seguem em progressão e das medidas emergenciais necessárias”, é o que explica Luiz Ribas, da coordenação da Aedas, que também destaca a centralidade das pessoas atingidas neste processo. “A Matriz foi organizada a partir de uma metodologia que evidencia os direitos das pessoas atingidas, são demandas identificadas por elas e sistematizada pela Aedas com uma linguagem técnica”, pontua Ribas.


O relatório a ser apresentado nesta quarta-feira aponta os problemas que precisam de soluções urgentes, para também impedir o agravamento das situações provocadas pelo desastre. Para Luiz Ribas, a urgência das medidas e a vulnerabilidade vivenciada é que constituem a fundamentação das reivindicações dos atingidos e atingidas. “O trabalho foi feito a partir da organização de medidas similares, detalhando cada medida e identificando o público alvo e suas peculiaridades”, diz o coordenador.

Histórico


Em 14 de novembro de 2020, foi feita a divulgação da matriz de demandas emergenciais da região 1, de Brumadinho, na qual foram definidas 247 medidas. Estas foram distribuídas em 8 diretrizes, agregando os temas da comunicação e acesso à informação; água; moradia; infraestrutura e serviços públicos de qualidade; trabalho; povos e comunidades tradicionais, mulheres, crianças e adolescentes; meio ambiente ecologicamente equilibrado; e reparação dos danos morais e materiais.


No dia 16 de novembro de 2020, ocorreu a divulgação da matriz de demandas emergenciais da região 2, em 61 comunidades nos municípios de Betim, Igarapé, Juatuba, Mário Campos e São Joaquim de Bicas. Foram definidas 176 medidas que foram distribuídas nas mesmas 8 diretrizes adotadas na região 1.



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