Brumadinho UFMG: Projeto coleta amostras de animais mortos em municípios atingidos por barragem

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é a perita no processo do caso do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho. A função da perícia é investigar e produzir evidências técnicas de caráter científico sobre os danos causados à população do território. O Projeto Brumadinho UFMG é composto por subprojetos, agrupados em quatro áreas temáticas: Meio Ambiente, Infraestrutura, Socioeconomia e Saúde da População. Atualmente, o Projeto Brumadinho se desdobra em 67 subprojetos.



Os subprojetos de nº 06 e 07, da área de Meio Ambiente, tratam da coleta de amostras de animais domésticos e de fauna mortos para análise patológica e toxicológica, e da coleta de amostras biológicas em animais domésticos para análise toxicológica, respectivamente. A análise patológica faz um estudo das doenças, e a toxicológica irá identificar se os animais ingeriram alguma substância tóxica, que tenha provocado sua morte.


O subprojeto 06 irá realizar a necropsia de aproximadamente 900 animais silvestres e domésticos encontrados mortos ou que vierem a óbito nas comunidades e propriedades rurais na bacia do Rio Paraopeba e coletar amostras biológicas para futuras análises. A necropsia é uma série de procedimentos realizada no cadáver, com o objetivo de identificar o motivo de sua morte.


Entre os objetivos deste subprojeto está a identificação de como esses animais morreram, assim como a separação dos órgãos e partes do corpo para que sejam devidamente examinados. Essa coleta é muito importante para determinar o quanto o desastre sociotecnológico ocorrido em Brumadinho afetou a mortalidade dos animais nas proximidades do Rio Paraopeba. O subprojeto 06 está em fase de execução e seus resultados irão fundamentar a execução de outros subprojetos.


No subprojeto 07, foram coletadas amostras de pêlos, fezes, urina, leite e sangue em animais vivos. No mês de agosto, as coletas no campo foram finalizadas e as amostras encaminhadas ao Comitê Técnico Científico (CTC) do Projeto Brumadinho UFMG para futuras análises toxicológicas.


Saiba como contribuir nas coletas de amostras com animais mortos:

Quando um(a) atingido(a), ou técnico(a) encontrar um animal morto, ou que veio a óbito recentemente, essa informação será passada para o ponto focal da assessoria técnica (Aedas) e o ponto focal passará essa informação via WhatsApp para a coordenação do subprojeto 6 (Prof. Felipe Pierezan: (31) 99943-4357 ou Harlan: (55) 98117-1771).


Essa coordenação terá um prazo de até duas horas para confirmar o horário previsto para a necropsia, e então enviará um e-mail e/ou WhatsApp com essa confirmação para o ponto focal. Esse intervalo de duas horas de quando chega a notificação até a saída dos técnicos para campo é necessário para que a equipe possa se preparar e preparar os equipamentos de acordo com o animal que será realizado a necropsia.


Quando o ponto focal for fazer a notificação do animal morto para a coordenação do Subprojeto, é essencial serem informados alguns dados na notificação.


Veja abaixo quais as informações necessárias para preenchimento do formulário:

https://docs.google.com/document/d/1M4Vkq66l4yzKaNH0CsOuz4ZRRUd8SFO0/edit


Exemplo de um formulário preenchido:

https://docs.google.com/document/d/1F2Nbj6F2063gItO-0PPjtD9tWrw9QDojOKzrCstk0qc/edit


Em quais casos não pode ser feita a coleta?

É importante levar em consideração os critérios de elegibilidade, ou seja, os casos permitidos para as amostras serem analisadas, a fim de realizar a produção de informações qualificadas.


A necropsia e a coleta de amostras não serão realizados nos casos de:


- Cadáveres de animais domésticos ou da fauna com mais de 2 (dois) dias decorridos da morte, e que não foram armazenados em condições apropriadas, como por exemplo, que tenha ficado exposto ao calor ou a luz solar direta;


- Cadáveres que apresentam avançado estado de decomposição, já em processo de maceração, caso encontrado em meio líquido;


- Cadáveres de organismos aquáticos, como peixes, que tenham sido encontrados mortos, sem possibilidade de determinação do tempo de morte. Devido a decomposição acelerada dos peixes mortos, deverão ser coletados animais moribundos (prestes a morrer), e só depois submetidos a necropsia.


Mais detalhes em: http://projetobrumadinho.ufmg.br/subprojetos

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