CINCO fatos sobre a água do Paraopeba que toda pessoa atingida deve saber

Atualizado: 24 de Nov de 2020




Desde o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, a população atingida sofre as consequências do crime ambiental que contaminou o Rio Paraopeba. Ao longo dessa semana, a Aedas vai publicar uma série de materiais sobre a água para lembrar o Dia do Rio, que é celebrado no dia 24 de novembro.


A Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social (Aedas), como Assessoria Técnica Independente (ATI), nas regiões 1 (Brumadinho) e 2 (Betim, Igarapé, Juatuba, Mário Campos e São Joaquim de Bicas), em conjunto com as pessoas atingidas, têm pressionado por respostas e atitudes. Confira os principais pontos a respeito desse assunto:





FATO 1

O IGAM não recomenda captação de água do rio

De acordo com o último relatório divulgado pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), órgão do Governo de Minas Gerais responsável pelo monitoramento dos recursos hídricos, a água do Rio Paraopeba não deve ser captada no trecho que abrange os municípios de Brumadinho até o limite da Usina Hidrelétrica de Retiro Baixo, em Pompéu. A água do rio permanece inadequada para usos diversos, como, por exemplo, consumo humano, dessedentação de animais, irrigação, pesca e recreação.


FATO 2

A Vale é obrigada a fornecer água potável

Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado em maio de 2019, estabeleceu que a mineradora Vale forneça água em caso de desabastecimento após a contaminação do Rio Paraopeba com rejeitos tóxicos. Outra decisão também definiu que a mineradora deve entregar água para qualquer pessoa atingida residente nos municípios às margens do Paraopeba. Em caso de falta de água, o telefone da mineradora para solicitar o fornecimento é: 0800 031 0831.


FATO 3

Visitas da Copasa

A Copasa se responsabilizou por fazer visitas aos territórios atingidos a fim de verificar todos os problemas de qualidade da água e de irregularidade no fornecimento. Essas visitas serão acompanhadas pelo Comitê Pró-Brumadinho, PUC-MG e Aedas, nas regiões 1 e 2. Você sofre com o serviço ofertado pela Copasa? Faça gravações de vídeo e fotografias dos problemas de acesso à água e encaminhe aos representantes das comissões de atingidos. Também é necessário preencher o "Formulário de água da Copasa".


FATO 4

Obras do Sistema Paraopeba estão atrasadas

As obras da nova captação de água do Rio Paraopeba estão atrasadas e o prazo de entrega, previsto para setembro, não foi cumprido pela mineradora Vale. O Sistema Paraopeba é responsável pelo abastecimento de 2,3 milhões de pessoas da Região Metropolitana e sem a conclusão da obra há risco de desabastecimento.


FATO 5

Estudo da Vale sobre qualidade da água é duvidoso

Em outubro, foi divulgado um estudo encomendado pela própria Vale que sugere uma suposta recuperação da qualidade do Rio Paraopeba. Por não ser uma pesquisa independente, o estudo dificilmente produziria provas contra a sua contratante, que é a própria mineradora. Além disso, o estudo conduzido pela UFRJ envolveu apenas quatro campanhas de coletas para análises, sendo que três foram realizadas em períodos secos e uma no mês de março, já no fim do período chuvoso.


Principais problemas relatados pelas pessoas atingidas da R1 e R2

1) Desabastecimento

2) Qualidade de água imprópria para consumo: excesso de cloro, forte odor e turbidez;

3) Aumento excessivo nas contas e aumento do custo de vida com compra de água mineral;

4) Ausência de um canal eficiente de diálogo com a Copasa.

5) Riscos à saúde após uso indevido da água.

6) Danos à saúde mental coletiva.


Fonte: Espaços participativos da Aedas.



Clique AQUI e acesse a edição completa da primeira edição do Jornal Aedas.





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