DRP ajuda atingidos e atingidas por Barragem a visualizarem os danos sofridos em Itatiaiuçu

Conhecer a realidade das comunidades, promover a mobilização das pessoas atingidas para uma reflexão sobre sua situação atual e criar a possibilidade de uma visualização de cenários futuros. Estes foram os objetivos da construção do DRP, Diagnóstico Rápido Participativo realizados com as comunidades atingidas pelo Plano de Ação Emergencial da Barragem da ArcelorMittal em Itatiaiuçu. Foram feitos 4 DRPs nas comunidades de Vieiras, Pinheiros, Lagoa das Flores e na sede de Itatiaiuçu.



Para a atingida Edileide de Souza, da comunidade de Vieiras, a construção do DRP ajudou a visibilizar os problemas que a comunidade passou e ainda contribuiu para esclarecer dúvidas que a comunidade de Vieiras ainda tem sobre o processo do Plano de Ação Emergencial. “Achei a atividade muito boa pra gente explicar nossos problemas, o que a gente passou e o que estamos ainda passando. Teve muitos esclarecimentos nas coisas que estão acontecendo”.


Olhando para o mapa desenhado da comunidade, Edileide conta que a comunidade era muito unida, que há cumplicidade entre as pessoas que moram em Vieiras, mas que isso tem se perdido depois do acionamento do Plano de Ação Emergencial. Isso porque muitas famílias tiveram que sair de suas casas e foram morar em outra comunidade, muitas vezes longe. “Somos uma comunidade muito unida, se temos algum problema uma ajuda a outra, nós temos muito essa união e depois do acontecido, dividiu muito as famílias, nós não temos mais isso, um foi para um canto, outro foi para o outro. Mal a gente está se vendo, ninguém sabe se a outra está passando mal, se não está. E aqui não, se uma estivesse doente a outra já corria lá, se a outra tivesse a outra também ia, éramos muito unidas na comunidade, como uma grande família”.




Seu José Luiz dos Santos, o Juca, também da comunidade de Vieiras, afirmou que a atividade foi muito boa porque foi possível entender a dimensão dos problemas. “A atividade foi muito boa, o pessoal da assessoria foi muito atencioso com a gente, procurando entender a gente, pelo que passamos. Acho que conseguimos visualizar no mapa tudo que anda acontecendo na região. Quando nos tiraram da nossa casa fiquei noites sem dor, com medo e vivo preocupado”, desabafou seu Juca.


A realização do DRP está no Plano de Trabalho da Assessoria Técnica da AEDAS em Itatiaiuçu que é responsável pelo acompanhamento das pessoas atingidas pelo Plano de Ação de Emergência da Barragem da ArcelorMittal. Desde o dia 8 de fevereiro de 2019 que comunidades de Itatiaiuçu vivem com o medo da barragem romper. Várias famílias foram retiradas de suas casas e levadas a outros lugares por segurança.






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