#NovembroNegro: Aedas lança Grupo de Trabalho da Consciência Negra com diversos materiais

Novembro é o mês em que todas as pessoas da sociedade brasileira devem refletir sobre qual foi, de fato, o processo de construção do nosso país. Esse é um exercício para todos os dias, cotidianamente, e em todas as ações, já que o nosso país traz em sua conformação o racismo estruturado e impregnado em todas as relações sociais, econômicas e afetivas.


O mês de Novembro carrega a marca do assassinato cruel de um dos principais líderes quilombolas do nosso país, Zumbi do Quilombo de Palmares, em 1695, na região do atual estado de Alagoas. Então, o Movimento Negro Unificado do Brasil, ainda na década de 70, instituiu o dia 20 de novembro como o dia da Consciência Negra. Um momento de se pensar, também, sobre as desigualdades que seguem permeando a nossa nação.


E a Aedas não poderia deixar de trazer essa data como uma prioridade, uma vez que o nosso trabalho, que é fazer a assessoria técnica de pessoas atingidas pela mineração, carrega também a necessidade de combate ao Racismo Ambiental, que diz respeito à degradação de territórios tradicionais, retirando direitos dos povos originários, como quilombolas, ribeirinhos, pindorâmicos. Além disso, o racismo ambiental se concretiza no tratamento diferenciado que as empresas e a Justiça agem em espaços habitados pela população negra.


Dessa forma, os profissionais negros e negras da Aedas, sabendo da importância de levantar essa pauta em todos os momentos, lançaram um Grupo de Trabalho da “Consciência Negra”, que tem objetivo de aproximar essa equipe preta e multidisciplinar, pensando ações conjuntas que possam lapidar ainda mais o funcionamento do nosso trabalho, a partir do quesito da raça.


O GT irá divulgar uma série de vídeos com as pessoas negras da equipe, falando de suas vivências e referências negras, uma vez que ainda possuímos um déficit de conhecimento e manutenção de pessoas pretas como referência nas artes, nos livros, na academia e diversos outros espaços; muito pelo desserviço que a mídia brasileira fez de invisibilização desses corpos.
Também será divulgado um formulário, a fim de acolher nossos profissionais negros com suas demandas. Além disso, serão realizadas Formações com essa temática. A primeira delas, justamente sobre Racismo Ambiental.

Ciranda da Aedas


Somada a toda essa movimentação, a equipe da Pedagogia da Aedas está empenhada na construção pedagógica de materiais antiracistas, tanto dentro da equipe da Aedas quanto junto às pessoas atingidas.


Essa equipe está presente nas duas regiões assessoradas pela Aedas na Bacia do Paraopeba (1 e 2), e é voltada para a escuta e interação com as crianças, que se dão por meio da Ciranda da Aedas. Por conta da pandemia de Covid-19, o espaço da Ciranda já está acontecendo de forma virtual, como por exemplo, o Programa de Rádio “Aedinhas no Ar”, que está em sua 4ª edição.
No Novembro Negro, os materiais da Ciranda da Aedas já estão a todo vapor. A equipe lançou um vídeo com uma “Contação de História”, baseado no livro “Meu crespo é de Rainha”, de bell hooks, uma escritora afro-americana. Você também pode baixar o livro em pdf, disponível abaixo.

E a 4ª edição do Programa de Rádio “Aedinhas no Ar” veio bem especial com muito conteúdo sobre afirmação de identidade das crianças, contação de histórias dos Quilombos da região de Brumadinho, e muito mais.


Você pode ouvir pelas plataformas abaixo, ou pedir o áudio do programa para seu contato de mobilização da Aedas mais próximo :


Anchor: https://bit.ly/2GQiS3X

Spotify: https://spoti.fi/3klmDMr

Google Podcasts: https://bit.ly/2UiKD8C



hooks, bell. Meu crespo e de rainha
.pdf
Download PDF • 2.06MB


AEDAS - Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social

© 2017 -  Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social

Rua Frei Caneca, 139, Bonfim - Belo Horizonte / MG - CEP: 31.210-530